21 abril 2011

Pare, pense, mude

Há certos momentos na nossa vida em que precisamos fazer uma renovação, uma mudança. Não importa o que você queira jogar fora, se for pra te melhorar e pra te fazer ainda mais feliz, mude. Mas como dizia Clarice, mude devagar, porque a intensidade é bem mais importante que a velocidade. Mude o quanto quiser, mas mude pra melhor. Quantas pessoas não vemos por ai que se transformam em seres que julgamos nem mais conhecer? São pessoas que mudam apenas pra si e esquecem a forma que melhor equilibra o próprio bem e o bem das pessoas que estão ao seu redor. O que quero dizer é que a nossa mudança não deve apenas fazer o NOSSO bem. Saber alegrar quem está cosnosco é ainda mais gratificante e tem muito mais prestígio. A gente consegue mudar ainda mais. Pegue um pequeno papel em branco, aquele não te serve mais e escreva algo que você queira muito se desfazer, jogar no lixo. Dobre-o e jogue fora, queime-o ou o rasgue. É algo simbólico, mas que pode ter um poder espiritual e psicológico muito grande em cima de você. Mas eu te digo uma coisa, deixe consigo o amor e o melhor que você souber fazer. Valorize aquilo que no fundo você sabe que precisa e que por um orgulho besta e fatal te faz virar as costas. Valorize alguém. Você sabe o que quero dizer. Sempre existe uma pessoa que está sempre ao seu lado, não te deixa cair, e se deixar sabe bem como te levantar. Mas nem sempre você sabe enxergar esse alguém e muitas vezes ignora, esquece, desaparece. Ao menos se preocupe, ame. Amar não é pedir demais. Agradeça também por tudo. Mesmo por algo que te trouxe lágrimas e tristezas. Uma coisa eu te garanto: TUDO que vem para nos derrubar é para que nos tornemos cada vez mais fortes para nos levantar, até chegar ao ponto de não cairmos mais. E tudo que nos estimula é somente para termos a vontade de seguir em frente. Há um livro que conta a história de uma garota chamada Poliana. Ela sempre foi uma menina muito feliz e isso costumava encomodar algumas pessoas. Ela praticava e ensinava a todos aqueles amargurados com a vida, o 'jogo do contente'. O jogo fala para sempre olharmos o lado bom das coisas, e sorrir apesar de tudo. No livro isso deu bastante certo, mas é pura ficção. Porém não é nada impossível de alcançar, pelo contrário. Basta ser feliz, e sinceramente, isso é bastante fácil quando se quer. Então não ligue para o que as pessoas vão dizer sobre você, isso muitas vezes não vai acrescentar. Seja feliz por si e por quem te ama isso basta muito. Sinta saudades, chore e sorria. É assim que a gente lembra com amor no coração e tristeza no peito de tudo que passou. "Não pense no amanhã como se fosse um dia qualquer, pense como se fosse sua última oportunidade de dizer e fazer coisas que são importantes pra você, e que talvez possa fazer a felicidade de alguém mais, alguém que de algum jeito é especial. Não tente driblar o destino nem a felicidade, viva apenas sua vida, de um modo intenso porque os dias passam e o que nos resta são só lembranças de um dia, ou um momento, por mais curto que seja, mas que significou muito."

Dani Fechine

16 abril 2011

Como o mundo vai acabar?


A indignação de muitos é bastante compreensível quando se abalam com esses acontecimentos trágicos que tomam conta do nosso país e das nossas vidas. São vidas jogadas fora e sonhos que perderam a oportunidade de se realizarem. O que leva um ser humano a invadir uma escola e matar inocentes? Escola foi feita pra estudar, tudo bem. Mas quantos pais não estavam tranquilizados naquele momento, achando que seus filhos e filhas estavam seguros e bem cuidados dentro daquele prédio? Aí chega alguém e destrói toda essa calma e todo o conceito de "escola protetora". Nada pode justificar. Não é doença, não é vingança. É loucura. E essa loucura não se justifica. Vidas foram levadas juntamente com a vontade de viver um dia após o outro na esperança de tudo ser melhor. Crianças que ainda tinham anos e anos pela frente, crianças que ainda tinha muito pra chorar e pra sorrir. Elas ainda tinha que brincar naquele dia, ler um livro e ouvir músicas. Algumas daquelas crianças ainda tinha que dar um abraço na sua mãe e no seu pai. Faltou equilíbrio, bom senso e piedade. Faltou um pouquinho sequer de amor e de Deus no coração dessa criatura, que nem de ser humano eu posso rotular. Faltou, talvez, uma vida melhor, um carinho que ele não recebeu, um abraço que lhe faltou ou uma família que sabe-se lá se existiu. Faltou tudo. Menos coragem. Coragem e vontade de fazer o que fez. Uma brincadeira de mal gosto quando criança, um empurrãozinho, falta de atenção... Será que podem ser motivos que o levaram a matar? E será, ainda, que ele tem o direito de chamar essas pessoas de 'más'? Gente ruim é gente que mata. Aquela que tira a vida de alguém sem ao menos saber o porque de fazer aquilo, aquela que provoca o medo não se importando com qualquer reação. É aquela que não se preocupa nenhum pouco com o que virá depois. E o que fazer agora que o massacre já passou, que os corpos já nem vemos mais? O que fazer com aquelas família que sofrem e não se conformam? Sim, porque não há como se conformar. O que pode ser feito com aquelas crianças que levarão para a vida toda o medo de ouvir um 'toc toc' na sala de aula? E com o próprio medo de ir a escola? Esse sentimento de que alguém, de uma hora para a outra, pode te matar, não vai sair jamais do coração e da mente de cada vítima daquele assassino. O medo e a lembrança vão caminhar juntos, e infelizmente são poucas as coisas que podem mudar isso. E o pior é que nem muda totalmente. Como o mundo vai acabar? Em tiros, em violência, em desespero, em angústia, em mágoas, em rancor, em vingança, em desamor, em desunião? Fortes são aqueles que diante disso tudo, diante do medo, da lembrança e do susto, ainda consegue sorrir e contagiar todos que estão a sua volta. Esses sim são cheios de vida e prontos pra enfrentar todo o mal que nos rodeia a cada minuto das nossas vidas. Já dizia Cazuza: "Sorte é se abandonar e aceitar essa vaga ideia de paraíso que nos persegue, bonita e breve, como borboletas que só vivem 24 horas. Morrer não dói."



Dani Fechine

15 abril 2011

Bob Esponja: O que você costuma fazer quando eu vou embora?
Patrick: Espero você voltar.

Sempre passa!

"Agora não dá mesmo pra ser feliz, é impossível. Mas quem disse que a gente precisa ser sempre feliz? Isso é bobagem. Como Vinícius cantou “é melhor viver do que ser feliz”. Porque, pra viver de verdade, a gente tem que quebrar a cara. Tem que tentar e não conseguir. Achar que vai dar e ver que não deu. Querer muito e não alcançar. Ter e perder. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e dizer uma coisa terrível, mas que tem que ser dita. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e ouvir uma coisa terrível, que tem que ser ouvida. A vida é incontornável. A gente perde, leva porrada, é passado pra trás, cai. Dói, ai, dói demais. Mas passa. Está vendo essa dor que agora samba no seu peito de salto agulha? Você ainda vai olhá-la no fundo dos olhos e rir da cara dela. Juro que estou falando a verdade. Eu não minto. Vai passar."


Caio Fernando Abreu