07 setembro 2012

Um Homem de Sorte - Li e recomendo



Sinopse: “Mas não estava em outra época e lugar, e nada daquilo era normal. Trazia a fotografa dela consigo há mais de cinco anos. Atravessou o país por ela.” “Era estranho pensar nas reviravoltas que a vida de um homem pode dar. Até um ano atrás, Thibault teria pulado de alegria diante da oportunidade de passar um fim de semana ao lado de Amy e suas amigas. Provavelmente, era exatamente isso de que precisava, mas quando elas o deixaram na entrada da cidade de Hampton, com o calor da tarde de agosto em seu ápice, ele acenou para elas, sentindo-se estranhamente aliviado. Colocar uma carapuça de normalidade havia-o deixado exausto. Depois de sair do Colorado, há cinco meses, ele não havia passado mais do que algumas horas sozinho com alguém por livre e espontânea vontade. (...) Imaginava ter caminhado mais de 30 quilômetros por dia, embora não tivesse feito um registro formal do tempo e das distâncias percorridas. Esse não era o objetivo da viagem. Imaginava que algumas pessoas acreditavam que ele viajava para esquecer as lembranças do mundo que havia deixado para trás, o que dava à viagem uma conotação poética. Outros pensavam que ele caminhava simplesmente pelo prazer de caminhar. Estavam todos errados. Ele gostava de caminhar e tinha um destino para chegar. Simples assim. Gostava de partir quando sentia vontade, no seu próprio ritmo, para o lugar que quisesse. Depois de passar anos cumprindo ordens no Corpo de Fuzileiros Navais, a liberdade o atraía. (...) Até ter encontrado a fotografia, a vida de Thibault seguia como há muito havia planejado. Ele sempre tinha um plano."

Frases e trechos que marquei:
"Receber seus abraços é receber o maior presente de todos."
"Era estranho pensar nas reviravoltas que a vida de um homem pode dar."
"Colocar uma carapuça de normalidade o havia deixado exausto."
"Ensina-os que mesmo que algumas pessoas sejam deixadas para trás, outras inevitavelmente pegarão seu lugar e que todo lugar tem aspectos positivos  e negativos  a oferecer."
"Bem-vindo à guerra, seu pai parecia sussurrar-lhe. É sempre a mesma coisa: situação normal e tudo ferrado."
"E, em uma guerra, não ter sorte é a última coisa que se pode querer."
"A proximidade gera familiaridade que, por sua vez, gera confiança."
— Não há nada melhor que o amor. Você devia experimentar. Thibault deu de ombro. — Quem sabe um dia."
"Parecia feliz simplesmente pelo fato de estar ao lado dela, e, sem saber o motivo, era exatamente isso de que precisava."
"Às vezes as coisas mais ordinárias podem transformar-se em extraordinárias, simplesmente se realizar pelas pessoas certas."
"Juro pela minha vida que não vim aqui para me apaixonar por você ou fazer você se apaixonar por mim. Mas foi o que aconteceu."
"Todo mundo dá uma de louco às vezes."
"O abraço havia sido só um prêmio extra, nada planejado, mas uma boa forma de concluir o encontro."
"Uma coisa havia sido caminhar para chegar até ali; outra completamente diferente era partir."
"Bons e maus, virtudes e defeitos; ele era dela para sempre. Ela também era dele para sempre, imperfeita como era."

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Bom gente, esse é um dos livros que mais gostei de ler. Nicholas Sparks é um dos melhores autores da minha estante. Gosto muito dos seus romances. Vale lembrar que já tem o filme de "O Homem de Sorte", com Zac Efron e Taylor Schilling. Ainda não tive a oportunidade ver ao filme, mas o trailer já é bastante tentador. Vou deixá-lo aqui abaixo caso vocês se interessem em assistir. Li o livro e recomendo muito. Final surpreendente e a história te prende a todo momento. Leiam e assistam, vale muito a pena. 



Publicação feita por Dani Fechine

05 setembro 2012

"Foi o tempo que dedicaste a tua rosa que a fez tão importante..."

Sabe os espinhos que você deixou? Eu ainda guardo todos. Desde os mais fáceis de serem retirados até aqueles que encravam na pele. De você, eu também guardei as pétalas. Algumas secas, esfaceladas e escurecidas. Algumas ainda não murcharam, e pelo tempo que estão guardadas suponho que se conservarão para sempre. E, infelizmente talvez, guardei de você o que eu deveria ter descartado desde a primeira regada. Guardei as suas raízes. As primárias e as secundárias. Eu cavei fundo, muito fundo, para não machucá-las e para saírem intactas do solo. Eu lavei-as e cuidei como se fosse uma criança mesmo. Eu guardei essas raízes em um potinho e juntei com as outras partes da flor. Não se reintegra mais, mas ela está ali. Os espinhos que ficaram na pele, retiro um a cada dia. Mas são muitos e talvez demore um pouco. Talvez alguns permaneçam, os menores, arrisco. As pétalas perfumam o meu quarto com aquele cheiro de terra, de pó, de passado e de dor. Mas deixam um suave perfume quando se adentra mais profundamente no cheiro. Dão um ar bucólico à vida e ao meu pretérito imperfeito. Mas gosto delas. Gosto da cor bordô que tomaram com o tempo. Mas as raízes... As raízes são mais difíceis. Depois que arranquei-as e guardei-as, em vez de deixá-las morrerem no solo árido que se tornou depois que você se foi, elas se tornaram mais vistosas. Talvez porque de uma vez por todas você se tornou meu. Foi possessivo demais, confesso, arrancar você pela última camada possível e guardar pra mim como se não houvesse vida. Mas perdão, eu te trouxe de volta. Eu te cuidei e te mostrei como exercer o "continue sempre assim". Mas se a gente esquece de regar um dia sequer, a raiz começa a enfraquecer. E é por isso, é por eu ter dedicado tanto tempo a você que eu me tornei também um pouco fraca. Mas é também por perceber que, não importa quantos espinhos nos perfurem, quantas pétalas ressequem, a gente precisa guardar a raiz e nunca deixá-la morrer. Porque é exatamente isso que nos reestrutura novamente. Eu não posso te trazer de volta ao seu estado completo, mas eu posso cuidar de cada parte sua que ficou em mim. Eu posso te plantar de novo, se você quiser. E quem sabe se a gente recomeçar com uma nova flor, ela permaneça para sempre? Se a gente regá-la juntos, quem sabe. Já dizia o Titãs: "as flores de plástico não morrem". Mas essas, queridos, são falsas.

Dani Fechine

02 setembro 2012

Você e um pouco mais

Sobre nós dois que tal os pratos limpos? Entreguemos as flores, secas ou não, com os espinhos que ficaram depois de uma cena inacabada numa terça-feira atordoada. Rasguemos os papeis de carta que foram entregues nas datas comemorativas ou não, escritos em letras de forma ou sem assinatura alguma. Sabe as fotos? Escondamos. De preferência na caixa mais funda do baú, uma dentro da outra, foto por cima de foto, viradas de cabeça para baixo e fechadas a sete chaves com aquele cadeado enorme que ficou guardado esperando utilidade. Peguemos as recordações pra jogarmos fora. Fora do nosso alcance visível, longe das nossas mãos e das nossas vontades de recuperar a lembrança do passado. Esqueçamos toda e qualquer forma de regressão psicológica que em um piscar de olhos nos remete ao início. Eu te peço que não me leia em momento algum. Não leia o meu rosto de pedindo para ir embora de vez e ao mesmo tempo te querendo para sempre. Não leia as minhas mãos nem os meus braços quando eles te abraçam e decidem demorar um pouco pra te soltar. Não leia as minhas palavras te dizendo para jogar tudo pra trás e seguir em frente. Não escute quando da minha boca pularem palavras que te façam ficar. Não me leia de forma alguma. Muito menos os meus passos retrógrados. Não preste atenção em mim. Não repare que eu ainda sou a mesma, que ainda tenho os mesmo sonhos de sempre ou que escrevo textos dos melhores porque você se torna protagonista. Não observe a minha forma te dizer "sim" quando é pra você, muito menos o meu sorriso quando eu te vejo no mesmo ambiente que o meu. Não perceba a minha fraqueza quando você me abraça e eu correspondo achando que tudo voltou. Não leia meus textos te pedindo pra não mais me olhar, te pedindo pra ir embora, te pedindo pra descobrir o caminho da sua vida. Não leia meus textos. Não quero ninguém se descobrindo em mim, não quero ninguém me olhando e me confundindo com um espelho. De reflexo já basta o seu quando falo de mim. Não acredite nas minhas palavras tão fortes assim. Não acredite que seja tão fácil não abrir o baú. Fácil mesmo é acreditar. Não encontramos o que estamos procurando simplesmente porque não sabemos o que procurar. Quando já temos o que queremos e não percebemos, são essas perguntas que se tornam recorrentes: o que você está procurando? Eu procuro não mais escrever você. Não mais transparecer o tédio que sou sem você. Não leia, por favor, meu eu sobre você. 

Dani Fechine

Oração para Setembro - listen


Reza - Rita Lee

Deus me proteja da sua inveja
Deus me defenda da sua macumba
Deus me salve da sua praga
Deus me ajude da sua raiva
Deus me imunize do seu veneno
Deus me poupe do seu fim

Deus me proteja da sua inveja
Deus me defenda da sua macumba
Deus me salve da sua praga
Deus me ajude da sua raiva
Deus me imunize do seu veneno
Deus me poupe do seu fim

Deus me acompanhe
Deus me ampare
Deus me levante
Deus me dê força

Deus me perdoe por querer
Que Deus me livre e guarde de você


Publicado por: Dani Fechine

01 setembro 2012

"Añoranza"

Vim escrever sobre saudade. Quando os olhos embaçam a vista e tudo se afoga em lágrimas. Saudade não é bobagem, é carinho reprimido, é uma infância bem vivida, é muito mais que amor no coração. É ver alguém muito querido embarcando pra outro país e derramar lágrimas, sentir o coração apertar e dizer: é só saudade. Porque você pode ter o visto hoje, mas a saudade quando o dia amanhecer vai ser tão forte quanto no dia da sua chegada. Porque não há nada mais enlouquecedor do que quebrar uma rotina bem sorrida. E então por algum tempo ninguém mais vai te apelidar daquela forma, nem fazer brincadeiras corriqueiras. E aquela pessoa que está lá longe, talvez do outro lado do mundo, vai crescer durante um tempo e você não vai acompanhar. Porque não importa se são 5 anos de idade ou 40, as pessoas mudam muito rápido e a gente nunca gosta de não acompanhar isso. Não é justo. Saudade é quando você escreve um recadinho via SMS e derrama um lágrima. É quando em um minuto você revive todos os momentos com aquela pessoa, desde a sua infância até o hoje que se faz passado e presente. Saudade não é só a pronúncia, é muito mais o agir. Saudade é ruim quando não se dar pra matar ou pra diminuir. Saudade só é bom na medida em que o calendário começa a se apressar. E a distância se encurta. Chega as festas e cadê? Onde foi parar a família reunida? Será que agora sempre vai faltar alguém? Cadê o abraço apertado pela aprovação no vestibular, os brindes de sucesso e o feliz ano novo? Vai ter que ficar pra depois. Mas a gente guarda tudo dentro de uma caixinha pra te dar com o cheiro que você deixou. E ficam todos por aqui, chorando por ele e por nós, mas aumentando cada dia mais a saudade. E dormimos pedindo a Deus, com todo amor que há em nós, que esses dias passem logo."Vuelve pronto!"

Dani Fechine