31 julho 2011

Lacrimejei

E eu senti o gosto da lágrima. Eu esperei ela cair lentamente dos meu olhos já borrados de maquiagem preta, e deixei que caisse em minha boca. Até que eu senti, caindo ainda mais no choro, que lágrimas tem gostos diversos. Ela pode ter o sabor mais doce que já provou, aquele gosto que te agrada e te satisfaz. Ela pode ser seu prato preferido quando é de alegria que você chora. As lágrimas podem ter um sabor salgado, que talvez te seque a boca. Talvez você precise chorar mais quando é um de um desabafo que você precisa. Suas lágrimas podem ainda ter um sabor amargo, ruim. Elas podem ter fazer enjoar e passar mal quando é de tristeza que elas caem. As lágrimas podem ter um gosto bastante comum pro seu paladar. Na verdade elas podem não ter gosto nenhum. Quando seu choro é de desespero, agonia e medo, é como se algo insípido caisse dos seus olhos. Suas lágrimas podem ter o sabor que você quiser e que você precisar. Mas a verdade é que não sentí-lo é ainda melhor. Não importa o por qual motivo elas caiam, um sorriso vale mais do que milhões de gotas dela. Quero dizer que não importa o que se passa com você, não importa a situação que você esteja passando e não importa o momento, nunca deixe uma lágrima tomar conta de você. Não deixe ela ser maior do que a sua vontade de ficar bem. Não digo que ela seja uma inimiga, porque muitas vezes ela nos ampara, nos alivia. Digo que há coisas melhores para nos deixar menos preocupados, tristes, agoniados. Não desperdice suas lágrimas, um dia você precisará delas para algo muito mais importante. Só você saberá para que. Mas sendo contraditória a isso tudo, ainda digo que chore. Chore pra descarregar o peso da sua cabeça. Mas ainda assim, sorria no final. É um casamento perfeito. Melhor do que sentir todos os sabores de uma lágrima é saber todas as consequências de um sorriso.

Dani Fechine

28 julho 2011

Uma vez na vida

 


Como quem não quer nada e como uma torcedora flamenguista entediada, deitei-me nas almofadas da minha sala e me coloquei a assistir o que mais pra frente seria um espetáculo, e não um jogo. Não só eu, mas também a maioria, estávamos convecidos de que o invicto deixaria de ser invicto naquele momento. E foi assim que pareceu ser nos primeiros "chatos" minutos do jogo. Chato entre aspas, porque REver um jogo de futebol brasileiro, com tudo que se tem direito não tem nada de chato. Deu até saudade de quando o meu país era o do futebol. E sem tirar o olho da TV eu vi Neymar fazer seu show, com aquele cabelo ridículo que me faz não gostar dele. Eu vi Neymar ser melhor do que qualquer profissional de longas datas, eu vi Ganso fazer passes excepcionais, vi Elano [por incrível que pareça] dar um passe que logo seria gol, e o vi entregando a bola pra torcida, outra vez. Eu vi o Flamengo perder os 3 pontos nos primeiros 25 minutos. Eu vi Deivid perder um gol feito, que até eu fazia e vi o Flamengo acordar de vez no final do primeiro tempo. Eu vi Neymar me fazer raiva com aquele gol 'foda', eu vi Ronaldinho relembar os velhos tempos de seleção, o vi fazendo o que muitos tentaram e só ele conseguiu. Cara, eu vi o twitter em pé de guerra a cada gol que era marcado. Eu vi os anti-flamenguistas vestejaram o 3x0 e vi também todos eles calarem a boca no final. Vi Ronaldinho empatar e decidir o jogo. Vi o juíz acabar com o espetáculo também. Vi um jogo limpo e não vi confusão. Sabe o que foi que eu vi ontem? Uma final no meio de um campeonato. Eu vi um jogo que nem tão cedo eu vou ver novamente. Eu vi gols de meninos e de homens. Eu ouvi fogos no final. E continuei sendo a mesma torcedora desnaturada.

Dani Fechine

26 julho 2011

 
"Em qualquer guerra, a calmaria vem entre as tempestades. Haverão dias em que perderemos a fé, dias em que nossos aliados se voltarão contra nós, mas nunca chegarão o dia em que deixaremos esse planeta e seu povo" [Transformers 3 - O lado oculto da lua]

22 julho 2011


- Amar é perigoso.
-Sei disso - respondi. - Já amei antes. Amar é como uma droga. No começo vem a sensação de euforia, de total entrega. Depois, no dia seguinte, você quer mais. Ainda não se viciou, mas gostou da sensação, e acha que pode mantê-la sob controle. Pensa na pessoa amda durante dois minutos e esquece pos três horas.
"Mas aos poucos, você se acostuma com aquela pessoa, e passa a depender completamente dela. Então pensa por três horas, e esquece por dois minutos. Se ela não está perto, você experimenta as mesmas sensações que os viciados têm quando não conseguem a droga. Neste momento, assim como os viciados roubam e se humilham para conseguir o que precisam, você está disposto a fazer qualquer coisa pelo amor.

(via Camilla Sullevan)

20 julho 2011

A minha benção de Deus: minha família

Pessoas vem, nos encantam, nos conquistam e vão embora deixando apenas lembranças. Namorados chegam, nos amam, nos fazem felizes. Alguns vão embora, outros ficam pra sempre.No final das contas eu tenho vocês. Nunca vão embora, estão sempre grudadinhos ao meu lado, me fazem rir sem motivo aparente e me fazem esquecer problemas sem ter a mínima intenção de o fazer. Conseguimos ser crianças um ao lado do outro, conseguimos voltar ao passado, relembar os momentos felizes, as intrigas de primos, as brincadeiras no meio da rua que nos faziam irmãos. A gente lembra também de quantas pessoas já passaram por essa família, mas a gente também agradece por esses terem permanecido. Sabemos também que nem sempre tudo foram flores e sorrisos. Qual a família que nunca brigou um pouquinho? Costumo dizer que laços fortes sem discursões não conseguem durar por muito tempo, pois as diferenças precisam ser trocadas e chegar ao ponto do respeito. Mas hoje eu agradeço por tudo que aconteceu. Se tudo tivesse sido diferente nós não sentiríamos falta de como as coisas eram antigamente. E algo sesmpre chega pra harmonizar tudo. O sorriso de uma criança, o seu primeiro passo, a sua primeira palavra, o primeiro dentinho a nascer, o amor que a envolve é transmitido para todos e contagia, sabe? Contagia de uma forma ligante, fazendo todos se unirem e se reunirem e nunca mais se separarem. Une fazendo com que cada um queira cada vez mais estar junto, almoçar junto. Por falar em almoçar, a gente tem que lembrar também dos nossos domingos diferentes, de todo mundo falando muito alto, e muito alto mesmo, a ponto de dá uma agonia em quem pensar em falar baixo. O almoço gostoso da vovó, a cervejinhas dos tios e as brincadeiras dos primos. Ai, lembra de quando a Copa do Mundo prestava? A gente era feliz mais do que o normal. Não vamos ser hipócritas, tudo faz falta pra gente. Sabe aquela tia que não mora mais aqui? Sim sim, aquela mesmo que te viu crescer e pra você era e ainda é uma irmã. Aquela que é bem calada, bem na dela, e exatamente dessa forma contagia a todos. Aquela que te acompanhou nos melhores shows da sua vida, que te deu os presentes mais inusitados e criativos. Aquela que te mostrou o que é 'saudade familiar', saudade da rotina. Tem aquela prima também, que mora longe, e sempre morou. Que deixou na lembrança as brincadeiras de crianças. Eu era Rabicó e ela era Emília. Aquela que volta aos poucos, nunca de uma vez só. Mas volta. E cada vez com uma intensidade maior. Aquela prima que viveu momentos inesquecíveis com você, que chorou com você, riu com você, dançou com você, e passou noites acordada com você. Aquele que não é apenas uma prima sabe? Sabe sim. É aquela que é praticamente uma irmã-distante, uma amiga pra todas as horas. Aquela que sabe tudo, tudinho de você. Aquela que te prova que distância não muda nada. Tem o pai também, que mora e não mora com você. No coração ele está sempre, em qualquer hora, qualquer momento... pra sempre. Ele só não mora fisicamente. Mas ele liga, a gente conversa, ele cuida. É, a gente se ama muito. Tem A FAMÍLIA sabe? Aquele grupinho que sempre tá junto. Porque família mesmo é muito grande. Mas a gente tem a 'família família'. Avós, mãe, pai, irmãos, tios e tias, primos e primas e agregados. Ah! Os agregados... É a melhor parte de se falar. Porque uns vem e vão embora assim, rapidinho. Outros chegam assim, do nada e ficam pra sempre. E é disso que eu quero falar também. As namoradas dos primos, o cunhado, os namorados das primas. O cunhado nem se fala né? Brincadeira lá e cá, e um mexe com outro. É um irmão também. As namordas dos primos são aquelas que deixam a gente morrendo de ciúmes no comecinho, aliás não são bem primos né? São irmãos que cresceram com a gente, ao nosso lado, com brincadeira de meninos mesmo a gente se entendia. Mas a gente se acostuma. E quando casa é que se acostuma mesmo. No fundo a gente ama cada uma de uma forma diferente. Tem aquela especial né? Claro. Que quando pequeninas, nos leva pra sua casa, nos faz brigadeiro e nos leva à piscina. Aquela que de tanto vai-e-vem de sorrisos nos fez querer só um pouquinho mais de gargalhadas. Aquela que, apesar de tudo, a gente ama e tem um carinho especialíssimo. Tem a irmã que não nos deixa em paz, e que a gente nem corgita perdê-la, porque só em pensar já cai uma lágrima. Que pertuba até a hora de dormir, mas que a gente morre de saudades quando passa um dia sem se ver. A mãe que... Eu preciso mesmo falar da minha mãe? Ela é o tesouro que eu levo comigo num lugar bem guardado. Ela é meu chão. Minha base e meu caminho. Vovó que mima a gente até dizer basta. Que nos dá comida até a barriga estourar. Ah, vovó deixa a gente fazer tudo. Mainha diz 'não', vovó diz 'deixa a bixinha ir'. E tem também o namorado que a gente não larga por nada nesse mundo e espera ser um só pro resto da vida.
Eu não vim aqui falar de cada um, eu não vim aqui falar dos importantes. Eu vim aqui falar da minha família. É... A minha fibra. Eu vim aqui falar do todo. Que me completa mais do que tudo. Que eu guardo comigo a cada passo que eu dou e que eu lembro também em cada oração que faço. A minha família, minha gente, vocês não conhecem a minha família? Vocês não sabem oq ue estão perdendo. É a melhor de todas, me desculpem.

Ana Daniella