Dani Fechine
12 outubro 2012
Indescritível, no sentido mais literal
Dani Fechine
04 outubro 2012
Um espelho favorito
Eu que já escrevi tanto sobre amor, quando olho pra você desisto de me perguntar "o que é isso?", porque sentir já é tão bom, que eu prefiro não nomear nada. Amar demais, é sofrer mais. Por isso, deixa esse sentimento guardadinho ali, com as maravilhosas sensações que desperta, e se um dia, por força do destino, a gente vier a ser um só, eu digo que é amor. Eu que sempre me fiz tão entendida das reações humanas diante disso, me faço perdida quando olho pra você. Porque é definitivamente curioso tentar saber quem você é, querer olhar além do que seus olhos mostram. E aí você me devolve o olhar. O que você causa com cada passo que dar, cada piscar de olhos, cada palavra escrita ou pronunciada, é inédito para o meu coração tão congelado pra isso. As vezes eu fico me perguntando se o acordar pensando em você é algum sinal. Ou se dormir com esses mesmos pensamentos significa que existem algumas borboletas no meu estômago. Eu poderia dizer que isso é paixão. Que palpitar o coração é paixão. Que se sentir tão bem assim, é paixão. Mas doar-se não é só paixão. Eu posso criar um neologismo diante disso, porque essas sensações são únicas. Pude me debruçar tanto na sinceridade do "sentir de novo" que eu passei a querer que você tivesse as mesmas reações que eu. Eu realmente devo ter confundido um pouco. É que você me mostra que tudo pode ser tão melhor, e por isso te deixar é impossível. Não sei se a sua intenção é essa, mas você está me fazendo ver que eu posso ser feliz. Sei que segura minha barra, que aguenta minhas angústias, mas me deixa segurar seu mundo também. É tão mais fácil assim. Mas me parece que abrir o coração, seja lá para o que for, é tão complicado que é quase imprevisível. Infelizmente eu sou do tipo que guarda alguns traumas. Se você quiser quebrá-los... E pode parecer estranho ou óbvio, mas é como eu ouvi por aí uma vez: "Não posso ficar apenas com seu sorriso, quero ter você pra minha vida."
Dani Fechine
Dani Fechine
22 setembro 2012
Desejos literários - Books
Bom gente, vim fazer esse post diferente pra vocês. Sair um pouquinho dos textos de sempre, e trazer esses livros pra vocês. São os que eu mais quero no momento, e talvez vocês gostem muito também. O Segundo Suspiro é o livro do filme Intocável, que já está em cartaz em todos os cinemas. A história é incrível e emocionante, saindo do clichê de "romance-casal" e caminhando para uma maravilhosa amizade entre dois homens. P.S. EU TE AMO, é também o livro do filme P.S. I LOVE YOU, filme de romance muito conhecido por quem aprecia o gênero. Eu, particularmente, sou apaixonada por esse filme. Já devo ter assistido umas 15 vezes e não me canso. É o melhor de romance da minha estante. E aí quando vi o livro na livraria fiquei louca. Porque nunca procurei por ele, mas hoje é uma das preferências da minha lista. Um Dia (ou One Day), é um livro muito emocionante, como ouço comentar por aí. Falam muito bem da história e a sinopse já te faz querer ler. Me motiva muito a leitura pelo fato de não ser um romance que acontece na atualidade, e isso muda toda a história. Também tem o filme por aí. Para Sempre, é um livro bem sintético. Assisti ao filme e amei pelo final inesperado e saindo do clichê "muito feliz". E a gente sabe que livro é sempre muito melhor que o filme, te traz uma riqueza de detalhes e de imaginação, e por esse motivo coloquei-o na minha listinha. O Melhor de Mim, é mais um livro de Nicholas Sparks. E pra quem viu um dos meus últimos posts, percebeu que sou fã do escritor. Pesquisei alguns livros seus, li sinopses e críticas. Queria muito mais algum dele na minha estante (como já tenho Querido John e Um Homem de Sorte). Os populares, como Um amor pra recordar, O diário de uma paixão, não me satisfazem tanto, por já ter visto o filme e não ter gostado muito. É um pensamento preliminar, claro. Mas O Melhor de Mim, seria o primeiro da lista de livros de Nicholas Sparks que pretendo comprar. Ainda tem Gabriela, Cravo e Canela. É fato que não conhecia muito a obra antes da novela surgir na Globo. Mas é incrível como os capítulos curtos encantam e te prendem na frente da TV. Como sou apaixonada por livros, seria indispensável lê-lo. Jorge Amado é um escrito bastante renomado e muito, muito talentoso. Gosto muito das histórias de suas obras. Por último, e não menos importante, tem Ao Norte de Mim Mesmo, de Gabito Nunes. Muitos não devem conhecê-lo. É um escrito muito jovem e espetacular. Leio sempre seus textos em seu blog e me encanto cada vez mais. Lembrando que a venda do livro do Gabito Nunes só acontece no site do escritor. Por admirá-lo muito, o seu livro entra nos meus Desejos Literários.
Enfim, leitores, espero que tenham gostado e que isso os inspirem a comprar mais e mais livros, porque leitura nunca é demais. Todos os livros são de fácil acesso e ao alcance de todos vocês. Se deliciem e aproveitem. Não há nada melhor que um bom livro e um pouco de silêncio. Beijos, e até o próximo post.
Dani Fechine
O inferno por dentro - Gabito Nunes
Contou os anos? Quanto tempo esperei por você? Você crescer, você mudar, você mostrar algum remorso. Você tem de querer. Embora eu queira muito, mesmo eu querendo em dobro, não há como querer por você. Só quem enfrenta longas esperas sabe como é o inferno por dentro. Eu sempre falei, um dia alguém tinha de te dizer não. Eu queria que não fosse eu, porque aí eu poderia ficar numa boa e assistir você sofrer, nem que seja calado num canto, mas sofrendo, mostrando algum arrependimento ou qualquer traço humano. Quem sabe eu até enfiaria os dedos ainda com aneis no meio dos seus cabelos e diria que tudo vai ficaria bem. Agora é tarde, meu anel já se foi, nem os dedos ficaram.
Só que você sempre dá um jeito de se safar. Ficar seria tolerar suas mancadas. Você precisa perder pra entender onde errou, que isso que você faz é um erro, um dos feios. Que evitar e não tocar mais no assunto não é perdão ou esquecimento. É sufocar. E eu estava sufocando, morrendo na praia em frente ao mar de rosas que você anunciou, cheia de pétalas grudadas no céu da boca, entupindo os bofes, sem ar, uma vontade constante de regurgitar de volta suas garantias de araque. Partes de mim querem ir embora, partes de mim querem ficar. Ainda não terminei de gostar de você. Mas consegui. Agora fui. Porque comecei isso querendo ser sua companheira, passei a cúmplice das suas maldades, e ficar dessa vez vai me fazer sua comparsa. Não é um ‘até amanhã’ nem ‘até breve’ e nem ‘até mais’. É um ‘até você mudar’ ou ‘até você não ser mais quem você é’. Até nunca, então.
Gabito Nunes
16 setembro 2012
Virando o tabuleiro
Já te quis bem demais. Já dei a minha vida pra te ver feliz, já abri mão do meu bem estar pra te confortar. Eu já sorri pra você querendo chorar de raiva, já aceitei um dança casual e já caminhei ao seu lado pra te aliviar. Eu já te ajudei a seguir em frente, já te dei forças quando você não tinha, já ouvi seus choros de "seja lá que motivo for", já te aconselhei a fazer o certo e já consegui te colocar num caminho melhor. Eu me doei completamente pra você, quando foi da minha amizade que você precisou, já atendi suas ligações de madrugada, pra ouvir suas baboseiras, mas também já saí no meio da aula pra te ajudar em alguma dúvida ou problema. Já ouvi os seus problemas, já quis morrer pra te ajudar, pra te ver sorrir. Infelizmente, já te aceitei mil vezes. Já acompanhei todas as suas fases, todo seu crescimento, e todo o seu declínio também. Já vi você perder um ano da sua vida, por simplesmente deixar que os outros te manipulassem. Eu já te vi se arrepender de amizades construídas, de amores criados e de uma vida mal vivida, desperdiçada. Já faz tanto tempo desde a primeira vez que eu te vi sentado na grama esperando a partida de vôlei começar, que eu já te conheço mais do que a mim mesmo. De mim, nada é escondido. E mesmo antes de ver com meus próprios olhos, eu já sabia o rumo que você levaria. Porque eu já te vi quebrar a cara algumas vezes, já ouvi você chorar por isso, e já vi você se envergonhar de si mesmo. Já te vi sendo a pessoa mais feliz do mundo, mas te vi também se destruindo. Eu sempre estive aqui. Nunca saí do seu lado em momento algum. Você ainda não percebeu que a minha assiduidade na sua vida, tem sido maior do que na minha própria. Talvez eu tenha errado aí. Ter te feito um gigante na frente do meu próprio espelho. Ter te venerado como se você fosse um alguém. Eu já te vi de tantas formas, já te ajudei em tantas situações e você já foi meu tantas vezes, que eu sempre quis que você fosse a pessoa mais feliz do mundo. Eu sempre quis que você fosse firme, corajoso, leal e feliz, acima de tudo. Eu sempre, sempre, sempre, quis ver o seu sorriso. Mas agora... Agora você manipula a sua própria vida. Já se foi o tempo que eu te ajudar, era uma coisa de amizade forte e sincera. Eu já quis tantas coisas boas pra você, que agora não há mais nada na lista de "coisas boas que eu quero pra você". Por querer tanto ver você no alto, e por te ver se colocando tanto no chão, eu agora não sinto mais a dor do tapa na cara que costumo levar com as suas atitudes. Agora é você contra você mesmo. Eu estou saindo do jogo para sempre. Talvez você precise cair mais algumas vezes pra perceber que o chão não é tão bom quanto se pensa. Talvez você precisa de mais espelhos a sua volta. Mas de mim você não precisa mais. Vira e mexe eu sempre estive viva. Hoje, eu morri pra você. Talvez não te querer mais tanto bem seja a melhor forma de não me decepcionar com suas escolhas. O gigante que embaçava a visão do espelho perdeu toda a sua glória. Agora eu consigo me ver melhor. Se cuida e se ama, por favor.
Dani Fechine
Dani Fechine
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