02 abril 2011

Relato Pessoal - Prova de redação

Foi um dia à tarde. Um dia qualquer, uma sexta-feira quente e com um clima insuportável. Como de praxe, o cansaço era maior que eu, e do que todos nós juntos. Antes de tudo, eu estudei. Ou melhor, dei uma lida rápida e alta como se já soubesse de quase tudo. Bateu um sono, dormi um pouco. Acordei eram 15:25 e digamos que já estava na hora de sorrir.
Coloquei uma roupa qualquer, um short folgado pra me sentir mais a vontade na hora de ser feliz. Melhorei o hálito, passei uma escova nos cabelos, calcei uns chinelos qualquer, busquei o filme que estava próximo ao DVD e parti para a esquina. Não pense muita besteira. É que a casa da minha amiga fica logo lá, então se eu chego na esquina, chego em sua casa. Deitei em um batente que tem no terraço, e com uma brisa deliciosa batendo no meu rosto, esperei por mais de uma hora os meus amigos que, pelo visto, demoraram para chegar. O primeiro deu o ar de sua graça, e uns minutos depois, chegou o outro, com suas desculpas de sempre por seus atrasos. Isso é tão comum, que agora eu só faço rir de tanto esperar. Não demorou nenhum segundo. Comecei a sorrir por qualquer esteira, por uma borboleta sequer que passava por mim, ou por algum tombo que eu mesmo levasse. Faltou pipoca, fomos comprar. E a cada passo que eu dava, era uma gargalhada diferente e cada vez maior. É a presença amigável ao meu lado que me torna assim. Assim lesa, assim alegre, assim assim. O filme? Um dos melhores e mais engraçados possíveis. Já deve imaginar o quanto eu ri não é mesmo? Exato. Sorri como uma criança ao ganhar um pirulito e como uma boba apaixonada. Sorri. Mas nem tudo dura pra sempre. Morguei. Entristeci. Talvez porque chegava a hora de ficar 'sozinha'. Talvez por que aquele momento estivesse chegando ao fim. Talvez porque eu tenha passado da conta nos sorrisos. Mas não. O problema estava na falta. Na falta de alguém. Na sua falta. Aquele momento, ia sim, ser o mais colorido possível. Mas no futuro eu iria encontrar falhas. Eu iria encontrar riscos em preto em branco. E tudo isso por conta de uma simples ausência. Tão simples que tomou uma complexidade incomparável.
Foi um dia daqueles que a gente rir tanto que fica triste. Foi mais um dia que eu sorri e esqueci de você por umas horas. Foi mais um dia que eu adormeci e vi que faltava alguém muito importante, muito essencial e, de alguma forma, muito insubstituível. E naquele momento eu notei que é verdade quando alguém fala que ao lembrar de momentos inesquecíveis sorriu e chorou. Aquele riso de saudade e aquela lágrima de alguém que não sabe o que fazer. É porque era tão bom que sentimos falta. E saudade sempre vem acompanhada de lágrimas.

Dani Fechine

14 comentários:

  1. Achei um relato simples e belo. Adorei - Araguari-MG

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  2. Adoreeeeeeeeeeeeeei s2 tão lindo omg :(

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  3. muito meigo! haha adoreiiiiii

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  4. MEU DEUSS, SOU DE ARAGUARI TB, QUAIS SÃO AS CHANCES DE ACESSAR O MESMO BLOG ? KKKKKK #IMPRESSIONADA

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  5. Interessante, muito bom!

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  6. hahaha, sou de udia! Triangulo mineiro mandando no blog!

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  7. esse relato pessoal e muito bom

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  8. Este comentário foi removido pelo autor.

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  9. olá estou fazendo um trabalho sobre relatos pessoais e se você puder me ajudar respondendo algumas perguntas para min ficarei muito agradecido

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    1. Fique à vontade, se eu souber responder, será uma honra!

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  10. Me Ajudou Bastante Muito Legal Mesmo Show de Bola'...

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  11. legal adorei muito bom parabéns Dani :)

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  12. gostei bastante muito bom :)

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"Aproveita que a melhor parte é de graça e feita com mais amor do que cabe em mim." (Tati Bernardi)